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terça-feira, abril 16, 2013

Troféu Enduro BTT Vodafone - PENACOVA (de caixão à cova)

No fim de semana passado decorreu a 3ª prova do Troféu, na cidade de Penacova.

Combinei com Nelson Pires fazer o reconhecimento no Sábado, e assim, às 9h30 já lá estava para verificar o que nos esperava. O Nuno Costa também se juntou para o reconhecimento, e nos primeiros km já ia dando para imaginar como iriam ser as ligações...as secções de estradão muito inclinado e enlameado eram intercaladas com paredes onde se tinha de desmontar.

Ao fim de 7km lá chegámos ao inicio da PEC1, especial constituída por single's abertos recentemente, secções de pedal e partes de antigas pistas de DH que iam serpenteando serra abaixo, pessoalmente gostei.

No meio da 2ª ligação tivemos um momento divertido com a travessia de um ribeiro com bastante água, e a partir dai, foi quase sempre a empurrar a burra, serra acima até ao inicio da PEC2, nem queríamos acreditar no que estávamos a ver, mas ao fim de 45 min lá chegámos, meio maduros... tivemos de fazer uma pausa mais longa e tomar um suplemento "Armstong" sem dóping :).



A PEC2 era idêntica à 1ª mas com algumas surpresas, nomeadamente umas subidas de se fazer na avózinha, uns drop´s para o lamaçal, uma poça de lama de meio metro de profundidade, seguida de parede e a terminar dentro de um rio, vá e bastante longa.

Nesta altura, a meio do percurso, o Nelson começou a quebrar e optámos por uma paragem num café em Figueira de Lorvão, para uma merecida Cola e um brutissimo croissant misto, e mais uma litrada para o caminho. O Nuno Costa estava cheio de pica e optou por seguir a fundo, julgo que só parou em Castanheira de Pera :).

A terceira ligação era a maior de todas, mas ciclável, logo, muito boa, ou mesmo excelente :), trilhos rurais com ribeiras à mistura. A vista do inicio da PEC3 era divinal



A PEC3, tinha um inicio um pouco técnico com alguma pedra, e depois tornava-se bastante rápido, por estradão até a uma subidinha, depois acompanhava o rio com pouca inclinação por um single, logo, muito pedal e dava-mos conta onde deveria terminar porque tinha "mais" uma parede para empurrar a burra.

Por esta altura, já com 30km e umas 4h30 em cima da bike...ou ao lado da bike, e mesmo debaixo dela no caso do Nelson, mas sem gravidade :) já estávamos cansadinhos, e ainda tínhamos de gramar o que na minha opinião era escusado, centenas de metros de leito de rio e rocha, intercalado com paredes para carregar a bike....enfim...se soubesse, tinha ido pelo alcatrão até ao alto da serra...



Mas com alguma cavaqueira pelo meio, lá chegámos à ultima PEC...ainda por marcar, tínhamos duvidas se era mesmo por ali, para evitar subir mais 1 metro que seja naquela terra...mas siga, é a descer...mais ou menos...o inicio era um pouco estranho pouco fluido, com alguns obstáculos que "julgo" só se faziam com 1 pé no chão....(oportunamente pergunto ao Magalhães), depois lá animava a seguir aos degraus, com o trilho bastante inclinado e húmido até ao alcatrão onde entravamos no parque e era na esgalha até ao final...chiça 40km...e 1500mt de subidas já tínhamos nas pernas...

Oficializar as inscrições, lavar, afinar e lubrificar a "Bitch", e siga para a Pensão Avenida (tipo a Bem Estar da Lousã mas onde as torneiras não funcionam), o duche felizmente funcionava e a água era quentinha :), descansar uma beca e esperar pelo Paulo Simão que estava a fazer a rodagem da Berlingo...
Quando julgava que ia a fundo para o Restaurante encher o bandulho de Chanfana e tintol...ainda andava o Nelson equipado e a fazer festinhas à Ramson...Jazuusss ca fome!!"espera Grilo, são só 10min..." já tive um relógio daqueles e deitei-o fora, estava sempre a atrasar LOL.
Finalmente no restaurante ainda se juntou a nós o jovem corajoso Luis Grosso...mal sabia que o velhos eram malucos e o jantar ia acabar com guerra de pudim...e mais não conto sobre o sábado.

No Domingo, foi acordar cedo, tomar 2 pequenos almoços e repetir o percurso, mas agora com o cronometro ligado e já com 40km nas pernas...A primeira ligação e a PEC1 correu bem, consegui chegar junto ao Paulo que tinha partido 1 min antes, mas depois é que foram elas...Cheguei à PEC2 no minuto que devia partir e exausto...descansei na especial...enquanto foi a descer...o final estava muito pior do que no sábado, e acabei com 1 palmo de língua de fora :p



Até á PEC3 correu bem, cheguei com tempo para uma bucha e descansar, fiquei tão descontraído que até me esqueci de desengatar a avózinha e o carreto mais leve...quando chegou o meu minuto para arrancar, he he, era só rotação e quase não saia do sitio, infelizmente sofri uma ligeira avaria, soltou-se o cabo do desviador e fiquei apenas com a mudança mais pesada atrás...não seria mau se a meio não houvesse uma subida jeitosa...como forças já não havia, tive que empurrar numa especial...mas na boa tinha tempo.



Se na PEC3 demorei mais do que o previsto, ainda tive que afinar o desviador, e bem afinadinho, pois a mudança mais leve tinha que entrar para a ultima ligação.

E assim foi, a arrastar-me serra acima até à PEC4, até meio ainda fui com o Nelson, mas depois ainda tive que reduzir o andamento para garantir que chegava durante no Domingo lá acima. Cheguei com uns 10 minutos de penalização e ainda fique mais uns minutos a recuperar o fôlego e a descansar as pernas. Estava esgotado, mas quando ouvi o comissário a dizer que ia haver um gap de 3 minutos para o próximo piloto, julgo que era o Pardal (mal conseguia sair da zona de partida com câimbras)arranquei atrás para não atrapalhar o próximo, mas correu bem, não cai não me despistei, nem fui apanhado :). Finalmente terminei este Super Enduro To Iron Man .



Na zona de chegada tinha à nossa espera caldo verde, fruta, grelhada mista, muito bom, entretanto foi lavar e desmontar a bike, e depois fui eu à lavagem de mangueira (obrigado Magalhães por me segurares a mangueira enquanto eu tomava banho LOOL).

Dizia um rapaz: "podias subir até ás Piscinas e tomavas banho de água quente..."
Resposta: "Eu nesta terra não subo nem mais um metro!" :)

Por esta altura chegava o Paulo, todo roto, física e psicologicamente, vá e o equipamento também...além do monumental empeno ainda se espetou pelo arvoredo dentro numa das zonas mais íngremes da PEC4.

Entretanto os tempos já estavam impressos, o Grande Padilha aviou a malta toda, O Grande Magalhães aviou a Promoção e eu aviei o Paulo LOL.



Agora que já me passou a dor no orgulho, venha a Lousã!!





quinta-feira, março 14, 2013

Troféu Enduro BTT Vodafone - Barroselas "O Fado do VG"

No fim de semana passado decorreu a 2ª Prova do troféu, em Barroselas - Viana do Castelo, longe pa c@&%#...
Estive quase para não participar, quando na madrugada de Sábado a Lina ficou com 39º de febre...mas umas horas depois de negociações e logística lá me fiz à estrada (espero que já me tenhas perdoado, se não fosse, seria uma com febre no fds e outro com azia até o ano que vem LOL ), e perto de Aveiras já estava a passar na A1 pelo meu directo adversário Paulo Simões, seguia com a família e uma reloute!! (isto sim, é que foi uma maratona).

Chegado a Barroselas, encontrei as placas a indicar "Downhill" e depois a zona da Meta, agora o Secretariado estava mais difícil, nem os rapazes que estavam a montar os "comes e bebes" sabiam....que afinal era exactamente do outro lado da rua.

Inscrição tratada, faltava saber onde a organização tinha preparado a dormida..."Há e tal, tem de ir alguém contigo para te explicar..." mais meia hora de luz perdida.

Julgo que pelas 15h30 estava pronto para ir descobrir o que o Organização tinha preparado para nós.



O prometido era 28km com 1400mt de acumulado, mas nas minhas contas foram apenas 22km e 1200mt de acumulado, e se tinhamos 10km de especiais, sobravam 12km para subir 1200mt, grande empeno.

Fiz metade do percurso sozinho até encontrar 2 rapazes a reparar um furo da roda de trás, o que tinham a mais em simpatia, faltava-lhes em jeito para mecânica :), como bom samaritano, dei uma mãozinha e ensinei que do lado do desviador não se deve colocar o lado da roda com o disco...assim não consegue pedalar nem travar LOL, ainda pedi para tirar uma foto, mas achei muito maquiavélico. Depois deste momento hilariante, seguimos juntos para ver o resto do percurso, foi até ficar de noite.

Novamente no secretariado, os tempos para a prova estavam tão difíceis de tirar, que tiveram de ficar para Domingo de manhã,entretanto o tempo que poderíamos ter para jantar antes do pseudo prólogo foi-se, e eu o Paulo decidimos jantar depois.



O prologo devia ter uns 500mt, com umas gincanas, 1 salto, umas escadas, simples e curto, mas mesmo assim, eram umas 21h45 quando nos despachamos para jantar...ou quase, o local onde guardavam as bikes ainda estava fechado, não sabia-mos quanto iam demorar e a esposa do Paulo e os 3 filhos ainda não tinham jantado por estarem há nossa espera. Decidi guardarmos as bikes na camarata onde eu ia durmir, ficava apenas a 1km...resultado, tiveram de ficar na casa de banho pois os quartos estavam fechados e o pessoal ainda não tinha voltado.

Resolvido o melodrama, lá fomos equipados e suados para o "Espigueiro", local mesmo a condizer com as nossas vestes, e ai sim, foi o ponto alto do dia, restaurante acolhedor com boa comida! Assim atestámos o depósito de bife à cortador e sangria, que o Domingo ia ser duro...ou ENDURO.



Na camarata também não foi fácil, primeiro foi a tempestade e trovoada que não me deixava dormir, entretanto a luz foi abaixo e fez disparar a luz de emergência, que se manteve acesa enquanto teve bateria, depois foi o vizinho que resolveu ligar a motoserra até de manhã, com isto era a 2ª noite em branco...

A manhã de Domingo prometia, o tempo parecia melhor, e mesmo assim não consegui arrancar no meu minuto, mas recuperei na subida até à PEC 1 (cerca de 50 minutos a pedalar na avózinha, porreiro pá, frio já não tinha!

A PEC 1 não tinha muita história, curta, aberta à pouco tempo, com muita erva que não dava para ver as trajectórias que a prozada que arrancava à minha frente fazia :), mas era a descer yeeaaahhhh!

No final tínhamos direito a bananinha e suminhos:)



A ligação era por asfalto, mas mesmo assim, mais de meia hora de "avózinha"

A PEC 2 era muito fixe,mais longa com singles, estradão, ribeiras, rochas, subidas, descidas e muito pedal.



A ligação para a PEC 3 era a mais curta, e com o tempo mais curto, como esperei pelo Paulo e fique uns minutos na cavaqueira com o pessoal, cheguei 2 minutos antes ao CP, basicamente, foi baixar o capacete e arrancar :)

A PEC 3 foi muito divertida, mais técnica, muitos singles e uma parte final de pedal para acabar com as pernas do pessoal.



Para mim o divertimento acabou no final desta especial, pois a partir deste ponto foi a penar mais de uma hora até ao inicio da PEC 4, esta especial era apenas a Pista de Downhill da Padela, muito técnica, muita rocha, trialeira de calhau, independentemente da minha sina, achei um pouco exagerado, beneficiando exclusivamente a malta (PRO) do DH.

No inicio da PEC 4 só tive tempo de ir rever o drop da pedra, ir a correr para o arranque,e furar 1...2...3 vezes, chiça penico.
O primeiro furo foi ao fim de 50mt (não é justo), tira roda, câmara, bomba, o quê? a bomba avariou??? Grilo prevenido vale por 2, saco do CO2 e encho a roda, monto tudo, arranco a fundo (pelo menos na minha imaginação), e como já estava tão cansado, já nem conseguia puxar a bike, pumba, grande mocada numa pedra e mais outro furo...ainda tirei outra câmara de ar, mas a bomba teimava em não funcionar e já não havia CO2...assim a solução foi terminar dentro do tempo em modo pedestre...





Desde o final da especial até à meta fui a pedalar com a roda de trás furada, mas chegou a um ponto que parecia impossível avançar...a da frente tb estava furada...



Ainda deu para arrecadar os pontos do 2o lugar.



Concluindo, esta prova foi muito mais exigente e menos divertida do que a de São Brás, para a próxima há mais e melhor.

Aqui fica a reportagem da Sport TV




Abraço

Vitor Grilo


quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Troféu Enduro Btt Vodafone - São Brás de Alportel : Rescaldo by VG

Indiquei rescaldo, mas curiosamente fazia lá um calor estranho ou um briol do camandro :)

A vontade de participar neste evento apareceu no momento que vi o seu anuncio, e curiosamente numa altura que tive que fazer uns exames médicos de rotina, que vieram mesmo a calhar para tirar a Licença Desportiva do modo mais "legalize" possível e participar nas provas com estatuto de "Master".

Assim foi só pedalar mais uns Km como treino (vá...mais uns 10km), afinar a Pitch o melhor possível e convencer a Lina a ir conhecer aquela bela localidade: São Brás de Alportel.

Sábado de manhã, arrancámos cedo e ao meio dia já tínhamos o "chek-in" feito na Estalagem Sequeira (onde não chove nem na mesa de cabeceira :) , ás 14h já tinha a barriguinha cheia, a inscrição regularizada e preparadissmo para os treinos livre.

Comentário da tarde: - Demoras muito?
- Não...são 25km...demoro 1 hora e meia. haaaa ha ha





Por esta hora o MF ainda estava a almoçar na Quinta do Lago, assim, juntei-me ao Magalhães e lá fomos verificar o que os moços prepararam para a malta.

Para começar, tivemos direito a mini bus para a ligação ao inicio do percurso, e depois foi desfrutar dos percursos e paisagens.

a 1 PEC é excelente, com um inicio rápido, passando depois para um single muito técnico e com algum pedal e um piso excelente! depois foi meia hora de estradões até à 2PEC, para mim, a melhor de todas, com inicio um pouco técnico, com uma trialeira de pedra, mas depois passava para um single mais fluido e rápido e terminando de uma forma fenomenal na Fonte Ferrea com direito a lavagem das rodas na ribeira. A ligação até à 3 PEC foi 1 hora de subidas, descidas, singles, alcatrão...até termos de trepar até ao alto do Cerro do Botelho. Esta PEC tem o inicio na pista de DH, e a seguir ao famoso road gap passava para um excelente single até encontrarmos novamente o alcatrão, onde passava para um estradão em direcção a São Brás e terminava na mitica Calçada Romana que subia até perto da Meta.

A chegada foi pelas 18h30, já de noite :)e com uma valente dor de pernas.

As actividades nocturnas não estou autorizado a publicar...é a censura!

No domingo de manhã, barriguinha cheia, CamelBack cheio, máquina afinada, lá fomos para o alto da Serra gramar mais uma hora de vento com uma temperatura esquisita até iniciarmos a 1 PEC, os primeiros minutos não foram fáceis, pois o trilho era exigente e a malta estava gelada...mas depois de aquecer foi mais uma manhã de excelente BTT, os tempos das ligações eram bastante generosos,(até demais), esperávamos sempre uns 20 minutos até arrancar.




Final da 1 PEC





Amena cavaqueira no troço de ligação
com o meu amigo Paulo






Esta era a minha cara no final da 3PEC
e a pensar na Calçada Romana :)







Os moços trataram-me tão bem, que até tive direito
a entrevista personalizada, mesmo à PRO :)






Os rápidos MF e Magalhães






Os experientes! :)



Para o mês que vem há mais!

Abç.

VG




terça-feira, fevereiro 12, 2013

Tribike - Frio, Chuva e Lama


Mais uma missão militiana à Lousã, um dos destinos preferidos da malta.

Geralmente a Militia não se encolhe com os elementos, mas desta vez apanhámos poucas e boas.
Depois do sucesso na edição do TriBike do ano passado, tal como General MacArthur (ide pesquisar, incultos...) tínhamos prometido voltar.
E assim foi. E logo com duas equipas, ainda que uma delas tinha ido disfarçada de elevador (mas daqueles que só descem...).
Os camaradas Pedro Garcia, Careca e o nosso Ten-Cor alinharam pela equipa A, enquanto o Grilo capitaneava a equipa B, acompanhado pelo André e pelo Rui.
 equipa SFM/Liftech
Não, o AliG ainda não se juntou à militia

O camarada Fonseca resolveu repetir a experiência a solo do ano passado, mas desta vez com sapatos adequados a cada modalidade. Só não sabemos bem que história terá contado ao camarada Daniel para o convencer também a ir a solo.
Tratada a logística, ficou a partida marcada para as 7.00 em ponto. O transporte ficou a cargo do camarada Pedro Garcia, que nos mostrou que é possível andar pela serra em grande conforto. A sua Passat Long Travel fez as delícias da malta (eh pá, eu conduzo agora, não há problema, vai lá tu andar de bicicleta... onde é que é o ar condicionado desta porra??).
.
Passat LT (long travel)

Feitos à estada, logo outra novidade a chegar a Tomar. A13 acabadinha de inaugurar, que em menos de um nada nos depositou em Miranda do Corvo. Chegados à Pensão Bem-Estar, e saídos da viatura, logo percebemos que o fim-de-semana ia ser duro. O termómetro indicava 2,5º. Depositada a tralha e equipados a rigor (5 camadas, nem mais...), fomos tratar do abastecimento ao Continente. Do saco de viagem e do iPhone do chefe, nem sinal. Mas a arregalamos a vista com as "padarias" que logo àquela hora por ali andavam, de tão frescas.
Logo na primeira subida para o Terreiro a VW Amarok era o centro das atenções. Nada de vidros a bater nos caixilhos, portas a saltarem ou direcção a tremer. Só calorzinho do AC e música a bombar. Um luxo, portanto

Começamos por atacar o direita/direita, apenas para comprovar os estragos do temporal de Janeiro. Muita vegetação morta e regos abertos pela água deixavam antecipar o pior. Em seguida fomos tentar o esquerda/esquerda, e surpresa! Estava É-P-I-C-O! Piso super aderente, trajectórias limpas, zero lama. Até o nosso Ten. Cor deu barrote por ali abaixo montado na Kaiser. Ainda o havemos de ver de V10 e TLD fechado a mandar-se ao gap dos burros...

Por nítida falta de experiência com o novo sistema de suporte das bikes, ainda achámos que só ia dar tempo para fazer duas descidas. Puro engano. A cada nova descida, as bikes entravam e saíam da pick-up cada vez mais depressa.


 A manhã ia ficando mais amena, e com o Sol a indicar meio-dia, decidimos rumar a Gondramaz. O cenário era o mesmo do Terreiro. Trilho da direita todo escavacado, trilho da esquerda num mimo. Ao fim de três descidas, decidimos dar ao dente, enquanto traçávamos a estratégia para a tarde. Mondraker e Trevim. No primeiro caso, desilusão total. Os trilhos caíram definitivamente no abandono e já não estão transitáveis. Pelo que já só restava subir ao Trevim para fazer o reconhecimento. O percurso da prova era quase igual ao do ano passado, apenas com uma ligeira variante na zona final, e os trilhos bem arranjados. O fim de tarde ameno e sem sinal de nuvens deixava boas indicações para o dia seguinte. Tratámos dos dorsais e rumámos à pensão, já a pensar na Chanfana do Borges.

 o antes
o depois

Despachados o suculento caprino e as batatas, fomos até à ervanária aquecer o corpo e alma com o tradicional Beirão, aproveitando lavar a vista e fazer uns prognósticos para a prova. A moral estava mesmo a bater ferros, e tudo indicava que o dia seguinte ia ser "super-sumo". Às 11 da noite regressámos à base, não sem antes sermos surpreendidos pelo camarada Daniel, àquele hora (aparentemente) já na cama...


A manhã despertou com 66% dos atletas da equipa A bem dormidos e descansados, e com algumas nuvens escuras a ameaçar estragar a festa. As duas equipas alinharam a estratégia à mesa do pequeno-almoço, com o Rui Miguel a dar o mote para a primeira etapa: cassete de estrada e nada de câmara-de-ar suplente. E impermeável, é preciso? Nã, qual quê! Com o dia que esteve ontem? E assim foi. 



A partida estava marcada para as 10.30, e exactamente 1 minuto depois começou a chover. "Isto já passa. É só um aguaceiro, e deve ser só aqui em baixo" disse o VG, enquanto regulava os bancos aquecidos e ligava a tracção às 4 para atacar a rampa de Cacilhas... Realmente, chegados ao Trevim, o cenário era diferente. 
o branco por cima do volante não é reflexo, é nevoeiro, mesmo...

3,5 graus, rajadas de vento, 10 metros de visibilidade e chuva. Muita. E fria. "Não podemos ficar aqui no quentinho?" "Ah e tal, já aí estão os primeiros, e o Pedro está em grande forma. Vamos esperar lá fora, deve estar mesmo a chegar..." E exactamente uma meia hora depois, já com o equipamento todo encharcado, o nariz a pingar, os dedos gelados e a moral em baixo, lá arrancou a equipa A para a prova de DH. O Grilo teve menos sorte, e teve ainda de esperar outra meia hora para poder cumprir a sua etapa, tudo à conta da tal cassete de estrada e da câmara-de-ar que não eram precisa. As condições na descida eram agrestes, com rajadas de vento que sopravam de frente e travavam o andamento.

Após alguns sustos e o inevitável OTB, a equipa A lá passou o testemunho para cumprir a última etapa. Como castigo por ter roncado forte e feio toda a noite, o nosso TC foi obrigado a penar na lama como não há memória. E à pata, para não ser maluco. Nas subidas, porque não havia tracção. Nas descidas, porque não havia unhas.

Enquanto isso, na zona da transição do XC, chegava o Fonseca, também conhecido pelo "escurinho".

os pedar da bicireta são de prástico

Depois de uma troca rápida de equipamento, em que não foi preciso mudar de pedais, lá partiu para as 5 voltas da ordem, jurando que desta era para acabar. E acabou mesmo. Logo depois, era a vez do camarada Daniel, também ele num estado lastimável, e ainda a braços com um furo no percurso. Muniu-se de 152 barritas e partiu para completar 2 voltas, o dobro daquilo que tinha ameaçado. Kudoz para os dois "solistas" militianos.
Duas voltas foi também o melhor que conseguiram os crossistas das equipas A e B.
O primeiro desistiu, por ter um gajo à frente dele que não o deixava passar, acabando por se abraçar a um pinheiro. O segundo, por vir um gajo atrás dele aos berros para deixar passar, mas que acabou por se abraçar a uma pinheiro, coisa que o deixou muito abalado. "Isto do XC é muito perigoso!" acabou por confessar.
O relógio batia as 14 horas quando regressámos à pensão para o terceiro banho da manhã, com a particularidade de este ser com água quente. E haver roupa seca para vestir a seguir. Arrumada a tralha e feitas as despedidas, ficou a promessa de para o ano voltarmos, logo que a prova seja deslocada para o Algarve, e numa altura de mais calor. Estamos lá, é garantido! Perguntem só ao prof. Chibanga...

PS: parece que havia uma classificação, com tempos, e mais não quê, mas sinceramente nem vimos nada, com a lama e o nevoeiro...